Código Fonte Masculino VS Feminino

Há alguns dias atrás, eu estava em casa com minha família curtindo um fim de semana bem tranquilo. Um sobrinho meu, com 8 anos de idade, estava conosco e, como todo garoto saudável, estava com fome e quis comer algo. Perguntou para minha mulher onde estavam as jaboticabas e ela respondeu assim:

– Está na gaveta em baixo na geladeira!

Ele começou a procurar nas gavetas e portas de todos os lugares da cozinha, menos na geladeira!

Vamos começar nossa comparação dos códigos fonte.

Uma mulher normal, vem adaptada para processar informações com um código fonte Orientado a Objetos, com threads rodando em paralelo no processador que dão conta de vários assuntos ao mesmo tempo. Conseguimos perceber isso fazendo uma breve análise da resposta. Vejamos:

  • “Está na gaveta”(pasta final do diretório geladeira).
  • “em baixo”(pasta home).
  • “na geladeira”(diretório raiz).

Observa-se que, o método de busca de um código fonte feminino é muito complexo e que a busca é feita sem uma ordem lógica, porém, garanto que isso poderia ser mais complexo, se ela quisesse!

Essa foi a mensagem enviada ao código fonte masculino, nesse caso representado pelo meu sobrinho.

Agora, vamos ver como foi interpretada a mensagem. Mas antes, vamos ver como é estruturado o código fone masculino.

O código fonte masculino também é Orientado a Objetos, e cada objeto fica em seu devido lugar, isolado dos outros, tudo muito bem organizado. Cada objeto faz requisições de forma sequenciada, cada um de uma vez para não ocupar o mesmo espaço em memória, o que evita que o assunto se perca. Ele não possui threads, pois elas podem consumir recursos importantes e isso pode gerar “exceções”, ou seja, erros na interpretação dos dados.

Então, o código masculino (meu sobrinho), começou buscando pela pasta raiz, o que é bem lógico e que, nesse caso, foi interpretada por gaveta e não por geladeira. Como não foi dito em qual gaveta estava, o código masculino começou a fazer buscas em todas as gavetas mais próximas e, coitado, sem sucesso para achar as deliciosas jaboticabas.

Quando o código masculino não conseguiu achar a gaveta certa, entrou em loop infinito, a memória foi completamente cheia e isso gerou erro com “tela azul” no sistema operacional.

Então, eu, um código fonte masculino, que recebe atualizações diárias a mais de 8 anos de casamento, consegui interpretar a mensagem do código feminino e decidi ajudar a pequena versão beta. Reiniciei o sistema do pequeno garoto e mostrei o local exato das jaboticabas. Ele, então, saiu feliz para comer as frutinhas.

Como percebemos, o código feminino é muito evoluído e consegue achar qualquer coisa, independente de onde estiver, de formas surpreendentes e, as vezes, inacreditáveis! Diferentemente, o código masculino requer uma lógica bem preparada, com caminhos bem definidos para facilitar as coisas.

Por fim, se você for um código masculino e recebe mensagens do código feminino diariamente, não se esqueça de fazer requisições de atualização do seu sistema para facilitar a interpretação de dados recebidos, e assim, não viver em tela azul.

Diogo Filho de Morais

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Diogo Filho de Morais

Estudante do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Instituto Federal de Goiás.

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